Avançar para o conteúdo principal

COMUNICADO À DGS - LEITE: SUPER ALIMENTO!?



 COMUNICADO 

LEITE: SUPER ALIMENTO!?

PAN exige esclarecimentos à DGS 

No passado dia 03 de Janeiro a Direcção-Geral de Saúde (DGS) emitiu um comunicado onde sugere as 10 medidas alimentares a adoptar pela população em 2013. 


Uma das decisões alimentares a adoptar em 2013, recomendada pela DGS, é o estimulo de consumo de leite e lacticínios: 

“Inclua leite e lacticínios nas pequenas refeições ao longo do dia. Apenas um copo de leite possui cerca de 28 % do cálcio necessário por dia para um adulto, 24 % da Vitamina D, 22% do fósforo...ou seja, o leite é um super alimento de baixo custo e facilmente disponível de manhã ou em qualquer hora do dia.” 

O Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN), numa carta dirigida ao Dr. Francisco George (Secretário de Estado da DGS), discorda veemente desta informação veiculada pela DGS que contém enormes erros nutricionais cientificamente comprovados. O simples facto de definir o leite como um super alimento (!), revela uma total desactualização e ignorância em relação aos estudos que têm vindo a ser publicados de forma regular e consistente nas últimas duas décadas. 

Esses mesmos estudos revelam que o cálcio do leite de vaca é basicamente inútil. O leite tem conteúdo insuficiente de magnésio (11% do que seria necessário para a mesma quantidade de cálcio). Ao contrário do senso comum e daquilo que é normalmente informado, o consumo de leite, ao invés de prevenir, ocasiona descalcificação e osteoporose, pois pode levar à deficiência de magnésio, além de acidificar o sangue, fazendo com que o corpo retire cálcio dos ossos, aumentando a sua perda. As nações com mais alto nível de consumo de leite e de lacticínios também têm o maior nível de osteoporose. 


O cálcio que o nosso organismo necessita encontra-se bio-disponível nos alimentos de origem vegetal, pelo que praticando uma alimentação correcta e equilibrada estes aportam o referido mineral da forma correcta e sem consequências. Não nos querendo alongar, a sintetização de vitamina D e o exercício físico são outros dois factores complementares. 

O leite de vaca é um fluido insalubre, que contém uma gama ampla de substâncias inconvenientes. O seu consumo prolongado tem um efeito cumulativo prejudicial. Para além do mito do aporte de cálcio, o consumo de leite poderá estar, segundo vários estudos, na origem de algumas doenças, nomeadamente: 

- O consumo de leite nos primeiros anos de vida, após o período de lactância, aumenta as hipóteses de desenvolvimento de Diabetes do tipo 1; 

- Os lacticínios aumentam a libertação de insulina pelo pâncreas, o que pode causar resistência à insulina, que pode levar à diabetes, hipertensão, obesidade abdominal, síndrome do ovário policístico, cancro de mama, acne, entre outros problemas; 

- Estudos associam o consumo de leite ao surgimento de cancro dos ovários, testículos e próstata, Doença de Parkinson e Doença das Artérias Coronárias; 

- O consumo de leite piora os sintomas da Artrite Reumatóide; 

- Existe uma correlação muito forte entre o consumo de leite e a prevalência de Esclerose Múltipla; 

- O leite neutraliza o meio ácido intestinal, necessário para a absorção de vitaminas e minerais, além de favorecer a fermentação de microrganismos patogénicos; 

- O consumo de lacticínios leva a um aumento de substâncias inflamatórias e de pequenas calcificações; 


- O leite é um alimento congestionante e leva ao aumento da produção de muco no organismo; 

- As vacas leiteiras são mantidas constantemente grávidas, por isso o leite tem quantidades muito grandes de estrógeno e progesterona, podendo levar, por exemplo, à puberdade precoce; 

Sem prejuízo do atrás exposto, a produção de leite tem ainda um elevado impacto ambiental, sendo esta indústria extraordinariamente cruel para os animais que o produzem. 

Centenas de milhões de euros são investidos todo o ano pela Indústria de Lacticínios e pelos processadores de leite em todo o mundo, a que Portugal não é excepção, para assegurar que as pessoas bebam e consumam lacticínios. Invariavelmente, a publicidade dos produtos lácteos envolve sempre imagens que remetem para um conceito saudável, e/ou ambientes naturais idílicos, e/ou vacas leiteiras que sorriem ou vivem felizes. Tudo para adormecer e lavar as nossas consciências perpetuando o consumo destes não-alimentos. 

O PAN lamenta o aparente desconhecimento desta entidade governamental acerca dos malefícios deste “super alimento”, e condena a permeabilidade demonstrada ao perpetuar o discurso hegemónico do poderoso lobby da indústria dos lacticínios, servindo deste modo os seus interesses e não os dos cidadãos. 

Interpelamos assim o Senhor Director da Direcção Geral de Saúde, Dr. Francisco George, solicitando uma explicação pública para esclarecimento da população, sobre o incorrecto teor do ponto 3 e a posterior eliminação do comunicado divulgado no site da DGS. 

Por último, sugerimos uma breve lista com algumas publicações que comprovam os malefícios do consumo do leite e lacticínios: 

- “Devil in the Milk: Illness, Health and the Politics of A1 and A2 Milk”, de Keith Woodford 
- “Diet, nutrition and the prevention of chronic diseases”, Relatório Técnico nº 916, OMS e FAO 
- “Don't Drink Your Milk! New Frightening Medical Facts About the World's Most Overrated Nutrient”, de Frank A. Oski MD 
- “Dr. Spock’s Baby and Child Care”, de B. Spock e R. Needlman 
- “Dr. Neal Barnard’s Program for Reversing Diabetes: The Scientifically Proven System for Reversing Diabetes Without Drugs”, de Neal Barnard 
- “Food Allergy: Adverse Reactions to Food and Food Additives”, de D. D. Metcalfe e Hugh Sampson 
- Galactolatria: mau deleite, de Sônia T. Felipe 
- “Hold the Cheese Please! A Story for Children About Lactose Intolerance”, de Frank J. Sileo 
- “Leite: alimento ou veneno”, de Robert Cohen 
- “Mad Cows and Milk Gate”, de Virgil M. Hulse

Lisboa, 08 de Janeiro de 2013 


Comentários

Mensagens populares deste blogue

Bolo de Cenoura [sem açúcar e sem glúten]

Andava com vontade de comer um bolo de nozes, mas não encontrava nenhuma receita que me desse água na boca, então fui para a cozinha fazer experiências com base numa diversidade imensa de receitas que fui vendo...adaptei, adaptei...e adaptei e saiu tudo menos um bolo de nozes (rsrsrsss)...mas ficou delicioso na mesma (vá lá...uffa!!)
Ora aqui vai a receita para quem quiser aventurar-se:
Vais precisar de:
- 2 chávenas de farinha de trigo sarraceno - 3 colheres de chá de fermento - 5 colheres de chá de canela em pó - 5 cenouras raladas - 1/2 chávena de coco ralado - 1/2 chávena de nozes raladas - 300g de tâmaras trituradas - 1/2 chávena de bebida vegetal (usei de arroz e soja do aldi) - 2 colheres café de baunilha

Pré-aquece o forno a 180ºC

Mistura todos os secos/sólidos e depois vai adicionando o liquido.
Bate tudo muito bem e leva ao forno cerca de 50minutos (depende de cada forno).

Eu costumo usar formas de silicone para não ter de adicionar gordura, fica a dica.

Bom apetite!!


Questionas-te se a Vitamina D é prejudicial sem a vitamina K?

Nos últimos tempos muito se tem falado sobre o possível prejuízo que a ingestão de vitamina D pode ter na ausência da vitamina K, mas as alegações científicas ainda não são muito consistentes. Como as pessoas que recorrem à minha consulta de naturopatia sabem, eu não sou muito apologista da suplementação nutricional. Existem casos em que ela é realmente necessária, existem outros casos em que recorrer a suplementação nutricional numa fase inicial pode ajudar o paciente a recuperar mais rápido, mas na maioria dos casos, recorrendo aos alimentos, ou seja, aos nossos suplementos “in vivo” é mais do que suficiente para se obter bons resultados terapêuticos. Dito isto, já podem antever que a minha opinião acerca do consumo de vitamina K sob a forma de suplemento não é muito abonatória, mas lá está...cada caso é um caso e há que se analisar individualmente a condição clinica da pessoa que procura ajuda.
Como todos sabemos, as vitaminas D e K são vitaminas lipossolúveis, ou seja, solúveis e…

As tâmaras e o trabalho de parto

Desde os tempos bíblicos, as tâmaras eram consideradas possuidoras de propriedades curativas profundas, mas só agora a ciência vem confirmar o que os nossos antepassados já sabiam.
Um estudo publicado no Journal of Obstetrics and Gynecology em 2011 e intitulado "O efeito do consumo das tâmaras no final da gravidez[i]", apresentou a investigação do efeito do consumo das tâmaras nos parâmetros do trabalho de parto e nos seus resultados. Ao longo de 11 meses na Jordan University of Science and Technology, dois grupos de mulheres foram incluídas num estudo prospectivo onde 69 mulheres consumiram seis tâmaras por dia durante 4 semanas antes da data prevista para o parto, contra 45 mulheres que não consumiram nenhuma. Estas mulheres tinham parâmetros semelhantes por isso não houve diferença significativa na idade gestacional, idade e paridade (o número de vezes que a mulher engravidou) entre os dois grupos.
Os resultados do estudo foram os seguintes:
• Melhoria da dilatação cervical: