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Esteva (Cistus ladanifer)

 O nome Cistus vem do Grego e significa cesto, porque os seus frutos são cápsulas globosas com 7 a 10 compartimentos. A Esteva cresce em matas densas do centro ao Sul do país. Mas também nas zonas quentes do interior das Beiras, Douro e Trás-os-Montes, em solos ácidos não calcários, de xisto, granito e quartzo. 
É um arbusto perene de crescimento muito rápido que pode chegar a atingir três metros de altura.

A esteva é facilmente hibridada, existindo cerca de 8 géneros e 160 espécies. Esta é também conhecida por xara e dispensa grandes descrições. Tem caules e folhas muito pegajosas que se agarram à roupa e à pele. Esta característica pegajosa deve-se à alta concentração de um constituinte resinoso chamado lábdano ou ládano. Esta resina serve também para a planta se defender dos climas agrestes e secos onde se instala.
As suas flores são muito vistosas, de 7 a 10 cm, de pedúnculos curtos, brancas (variedade ladanifer) ou com uma mancha escura na base de cada uma das cinco pétalas (variedade maculatus), sépalas caducas; fruto, cápsula tomentosa com 7 a 10 lóculos.
Exitem ainda flores de cor rosa, púrpura (Cistus crispus L.), também conhecida por roselha, o estevão ou lada (Cistus populifolus L.), que está presente em muitas serras e matagais do País e apresenta grandes flores rosadas.

As propriedades medicinais da esteva ainda são um pouco desconhecidas mas sabe-se que é anti-séptico, anti-bacteriano e anti-viral, sendo utilizada externamente para lavar e desinfectar feridas e aliviar picadas de insectos.

É utilizada na tinturaria para obter um tom verde-acastanhado.
O óleo essencial extraído da planta é utilizado em aromoterapia para combater o stress ou diluído num óleo base para massajar a pele contra as rugas, agindo como regenerador dos tecidos.

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